Ao dialogar com os educadores e com as educadoras da educação pública estadual, é fácil perceber o descontentamento com a péssima atuação da direção sindical. No entanto, vale lembrar que alguns estão desacreditados com todo o sindicato, porém, o sindicato - nós - somos muito fortes; a responsabilidade do não avanço em pontos muitíssimos importantes é toda da atual direção.
O discurso da direção é cheio de "o que foi possível", o "governo está fazendo os esforços necessários", só faltam dizer escancaradamente que o governo é bom, e que daqui a pouco nossas pautas serão atendidas.
Os sindicatos dos trabalhadores têm como missão lutar plenamente por avanços para as categorias que os mesmos representam. A luta sindical é uma excelente via para mudanças, no entanto, diversas direções, não apenas no Brasil, mas em outras partes do mundo, têm utilizado artimanhas para desmobilizarem as categorias e facilitarem a atuação de governos nada preocupados com a classe de trabalhadores.
"Olá pessoal; como sabem sou candidato a governador nessas eleições:
Porém, como sempre participei do debate, questionei e postei minhas posições sobre minha profissão, minha categoria, não seria agora que deixaria de apontar minhas considerações:
Segue abaixo minhas impressões sobre a reunião entre governo e direção
da APP em uma data tão importante como o 30 de agosto. (em 2 partes).
Parte 1
Começo dizendo que, assim como na defesa do fim da greve, a direção da
APP tenta deixar a impressão que o governo do PSDB (Beto Richa) é um
governo bom e basta esperar por sua boa vontade, para avançarmos em
nossas reivindicações, mais do que justas.
Infelizmente, a
direção da APP abandonou definitivamente as lutas e o esvaziamento do
ato de hoje é resultado da maneira como foi discutido o fim da greve e
agora, as posturas dessa direção governista (e olha que governo é o
PSDB).
Convido vocês à leitura e interpretação de pontos fundamentais dessa reunião:
1- Sobre a questão dos PSSs, o que o site da APP diz:
“o governador afirmou que o governo fará todos os esforços para agilizar o envio dos projetos para a Assembleia Legislativa.”
Como pode novamente a direção da APP acreditar nesse governo? O que
explica um discurso de lutas para uma prática tão diferente?
Fato é que faz tempo que a direção da APP não enfrenta governos!
2- Sobre a questão da saúde, o que diz o site?
“o governador afirmou que o governo fará todos os esforços para agilizar o envio dos projetos para a Assembleia Legislativa.”
Fará esforços? Será que alguém da categoria, a não ser a direção do sindicato acredita nesse governo? Veja mais adiante:
“Até o final do mandato será apresentada a nova proposta do projeto de lei do Novo Modelo de Saúde.”
Não seria muita ingenuidade acreditar nisso?
Minha opinião: isso não é ingenuidade, essa frase traduz uma reunião em
que o governo enrola a direção da APP e que a direção da APP tenta
enrolar a categoria após sair de “mãos abanando” da reunião. Não
conseguirá nos enrolar!
3- Concurso: Veja o que diz a nota da APP
“o estado iniciou estudos para a realização de um novo concurso para professores para suprir as vagas restantes.”
Serei respeitoso e não postarei aqui um estrondoso kkkk. Alguém
acredita que o concurso para professores do governo Beto Richa foi um
bom concurso?
Alguém acredita que o bondoso Beto Richa (PSDB)
irá chamar outro concurso porque ele quer que todas as vagas sejam
preenchidas? Em minha opinião, somente a direção da APP!
4- Sobre a questão dos concursos dos funcionários, (pasmem) olhem a posição da direção da APP:
Após muito debate ficou encaminhado que o tema será discutido em uma reunião específica entre governo e sindicato.
Agora sim:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Não aceitamos ser enganados! Direção da APP: deixem o governismo e parem de brincar conosco!!!!!!!!!!!!
5- Em relação ao corte do auxílio transporte daqueles afastados por licença médica em fevereiro, março e abril:
Uma reunião interna com a Secretaria de Fazenda no governo está agendada para o início de setembro (02), para tratar do tema.
Camaradas, estão brincando com o nosso dinheiro e com nossa saúde. Amanhã continuo a avaliação dessa desastrosa reunião!
Aqui vai a segunda parte de minhas impressões sobre a reunião da
direção da APP com o governo. Amanhã posto minha conclusão de tudo isso:
6- E o pagamento das promoções e progressões? A nota diz:
“O governo alegou que precisa de autorização da Secretaria da Fazenda
para saudar a dívida, pois este está esbarrando no limite da Lei de
Responsabilidade Fiscal. Na reunião entre o secretário da educação e o
da Fazenda (na próxima semana) o tema será debatido.”
Será que o
governo não sabia que atingiria o limite da Lei de Responsabilidade
Fiscal quando propôs o acordo para que a greve acabasse?
Quando
defendemos a continuidade da greve alertamos por diversas vezes que não
poderíamos acreditar em acordos com o governo Beto Richa. Esse governo
já havia descumprido vários outros acordos e provado que não é de
confiança.
Infelizmente a direção da APP defendeu que tínhamos
que dar essa carta branca ao governo e que, caso ele não cumprisse o
acordo, voltaríamos novamente para a greve. Nenhuma coisa, nem outra.
7- Pagamento dos atrasados. Veja o que a nota diz:
“A direção
da APP cobrou também o fato da segunda parcela das promoções atrasadas
de 2013 pagas na folha deste mês serem efetuadas na mesma folha do
salário do mês”
Realmente, o governo faz propositalmente para ter
parte do dinheiro de volta. Mas em relação à esse ponto, qual foi a
resposta do governo? A nota não diz. Deve ter ignorado a “solicitação”
da direção da APP.
7- EJA segundo a nota:
“O tema será analisado pelo governo”.
Novamente esperar a "boa vontade" do governo? Como sabemos, existe uma
política de destruição da EJA para que a Educação de Jovens e Adultos
seja repassada à iniciativa privada. Segue a mesma lógica neoliberal:
sucateia para privatizar.
O Plano Nacional de Educação do governo
federal permite a entrada do Sistema “S” para substituir a educação
pública. Não é por acaso que observamos as várias propagandas de
empresas privadas oferecendo a modalidade de EJA.
Não seria o momento de defender a educação pública e enfrentar o governo? Opino que já passou da hora!
8 - Educação especial:
“A próxima reunião da comissão que trata da implantação da hora-aula
para os professores da educação especial acontecerá no próximo dia 15 de
setembro.”
Será que vale a pena ver de novo? Todos aqui se
lembram das reuniões intermináveis sobre o SAS que se arrastaram diante
todo o governo Beto Richa. Até o vice governador e secretário de
educação participava. Resolveu algo? Não, fomos enganados. Precisamos de
uma postura firme!
9- Enquadramento dos aposentados:
“O governador determinou a
criação de uma comissão composta pela PRPrevidencia e Administração
para realizar o levantamento de toda a situação na perspectiva de
resolver a situação.”
Mais uma comissão??? Precisam fazer
levantamento ou ganhar tempo, em outras palavras, enrolar...Vale o mesmo
comentário do tópico acima.
10 – Bolsas dos profissionais do PDE
“A APP relembrou que as bolsas dos profissionais PDE continuam em
atraso, com resíduos desde 2013. O secretário de educação disse que está
trabalhando para resolver o problema. Espera a solução na reunião que
fará com o Secretario da Fazenda no dia 02 de setembro.”
Nenhuma novidade. Esperar mais uma reunião do governo para resolver. Esperar a “boa vontade” do governo."
Considerações finais
Estou em pleno descontentamento com as ações tomadas pela direção estadual. Não apenas eu, José Henrique, professor de geografia, mas muitos outros profissionais da educação. Dia 10 de setembro teremos eleições para a escolha da direção sindical (regional e estadual). Aqui no NS de Maringá estou apoiando a Chapa 3. E, na escala estadual também! Precisamos de um sindicato que não esteja atrelado aos governos - sejam estes da escala municipal, estadual ou federal. Os sindicatos dos trabalhadores devem causar incômodo aos governantes, não confortá-los. Se a direção preza por confortar os governos, nós, a categoria, o sindicato, não! Basta!

